Pe Reginaldo fala sobre o Aborto

Um Grito Pela Vida: Mobilização Nacional
 
Deus, o Senhor da vida, confiou ao homem o nobre encargo de preservá-la.  Um encargo para ser exercido de maneira condigna com sua condição humana. Por isso, a vida deve ser protegida com o máximo cuidado desde a concepção. O aborto é crime nefasto! (Gaudium et spes.51§3).
“Não matarás” (Ex 20, 13)
 Vários outros textos bíblicos nos alertam para a importância de cumprirmos este mandamento. Como exemplos, cito:
 “Antes mesmo que te formasse no ventre materno, eu te conheci. Antes que saísse do seio, eu te consagrei” (Jr 1,5);
 “Meus ossos não te foram escondidos quando eu era feito, quando eu era concebido. Eu era feito em segredo, tecido da terra profunda, mas fostes vós que me tecestes”. (Sl 139,15).
O magistrado da Igreja sempre foi contra o aborto. É caso, por exemplo, da Cânone 1398, que diz: “Quem procurar o aborto seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”. Quem cometeu o aborto está fora da graça de Deus. Também a didaqué - um dos primeiros catecismos da Igreja primitiva – prevê: Não mataras o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido.
 
Consciência em questão
O grande argumento dos abortistas-assassinos é que cada pessoa responde por sua consciência. Eles lançam mão do que consideram ser a liberdade do corpo para justificar tal posicionamento. Porém, a liberdade do corpo requer consciência. Baseado no catecismo da Igreja Católica sobre o ato moral (1730- 1802), as grandes questões são: O que é pecado?, Quem forma a nossa consciência?, Que direito tem a Igreja de intervir na consciência de uma pessoa?.
Fala-se, erroneamente, que o Estado tem que preservar a pessoa e a Igreja, salvar a alma! Quem disse que a Igreja quer salvar só almas? Ou a Igreja salva o homem todo, ou não salva ninguém. A Igreja quer salvar, em Cristo, o “homem todo e todo o homem”. O homem como um todo! Na ressurreição da carne, o todo vai se salvar e não apenas a alma. Por isso, a Igreja pergunta quem forma a consciência? É um erro pensar que cada um, forma a sua própria consciência. Aí está o problema.
João Paulo II, em seu documento “Esplendor da Verdade” (Conf.nº32), diz que o teu juízo, o teu sim, o teu não, não dependem só de você. Existe uma instância maior, que tem o direito de, por mais que você não concorde, dizer: está errado. É a consciência moral, o juízo moral. Se o pecado fosse subjetivo à pessoa, significaria dizer que depende da consciência dessa pessoa dizer se isso é ou não pecado? Tanto o pecado quanto o moral não são subjetivos. Isso não significa que você será o juiz dos seus atos.
Existe uma moralidade que forma a nossa consciência e essa lei natural divina é que colocará diante de nós as afirmações: isso é errado ou é certo. A nossa religião não é democrática. Nós estamos mal acostumados ao pensar que tudo no mundo é decidido pela democracia da maioria. Catolicismo não é democracia, é teocracia - teo=Deus.
Deus disse a Moisés: “Amarás o senhor teu Deus”; “Não Matarás”... Ele não promoveu uma assembléia para o povo votar. A lei veio de Deus para o homem. Deus revela, o homem aceita, ou não aceita. Existe elementos na Igreja que nenhum papa pode mudar, porque foi revelado por Deus. É o caso de: NUNCA se poderá abrir mão dos dez mandamentos.
Jesus disse: “Não vim para abolir a lei e os profetas. Eu vim para levá-lo à plenitude” (Mt 5,17). Devemos ter noção do que é negociável e o que não é – teologia, moral, lei divina, lei humana... A vida não é negociável!
E quem dá o direito da Igreja formar a nossa consciência? O povo de Deus é a palavra e o magistério. Magistério é quando a Igreja se pronuncia baseada na Palavra e na sua tradução. Nós, cristãos, podemos não concordar, mas temos que assentir. Isto é, concordar mesmo tendo incredulidades. O próprio catecismo da Igreja Católica traz três regras para a escolha da nossa consciência:
1ª - Nunca é permitido praticar um mal para que resulte dele um bem. O fim não justifica os meios. Essa frase nós conhecemos mais.
2ª - Tudo aquilo que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. (Mt 7, 12).
3ª - A caridade respeita sempre o próximo e sua consciência: “Pecando contra vossos irmãos e ferindo a sua consciência, pecais contra Cristo” (1Cor 8,12). “É bom se abster de tudo o que seja causa de tropeço, de queda ou enfraquecimento para teu irmão” (Rm 14,21) (CIC 1789).
Se a lei moral não é subjetiva, o que é que manda na nossa consciência? O que deve formar a nossa consciência? A nossa religião é a religião da Palavra. O Verbo se fez carne. É Palavra que deve formar a nossa consciência.
 
Sim à vida
Quando o papa desembarcou em São Paulo, falou uma coisa muito séria: “Cuidado com a liberdade individualizada, na concepção da vida ou na hora da morte”. O conceito de uma consciência meramente individual nega a natureza do ser humano. A liberdade não é fazer o que quer. A liberdade do homem é dom. Um dom que leva para a realização completa do ser humano em relação a Deus.
A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta desde o momento da concepção. A cooperação formal do aborto constitui uma falta grave. A Igreja é contra! Veja o que ela diz: “O diagnóstico pré-natal é moralmente lícito desde que respeite a vida e a integridade do embrião. Qualquer atitude contrária que provoque o aborto é crime. Um diagnóstico médico não pode ser como uma sentença de morte para o feto” (Novo catecismo nº 2274). “Um diagnóstico de má formação do cérebro, dos pés, ou qualquer outro problema não pode ser suficiente para se dar uma pena de morte para o embrião”. (Gaudium et spes.51§3).
Diante de tudo isso eu pergunto: o que vamos fazer? Não podemos cruzar os braços! Por isso, convido você, leitor, a uma batalha em favor daqueles que não vão poder nem nos dizer obrigado. Os indefesos, aos quais Jesus se referiu quando disse: “Aquele que fizer mal a um desses pequeninos será réu do inferno”.
É hora de juntarmos forças, em todo o Brasil!
Acesse o site www.padrereginaldomanzotti.org.br , imprima a carta, a lista de abaixo-assinado e mobilize a sua região. Leve esse abaixo-assinado em sua comunidade, em seu bairro, em sua paróquia. Levantar essa bandeira, abraçar essa causa é dizer “NÃO AO ABORTO”. Colete assinaturas e venha em caravana trazer seus abaixo-assinados na Missa das Famílias, no dia 11 de agosto, para juntos darmos um GRITO PELA VIDA!
Espero Você!

Artigo publicado em 11 de Outubro de 2007, às 15h09.

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